segunda-feira, 26 de março de 2012

Pra brotar serenidade






A regra da vida é não ter regra. O caminho da vida é não ter caminho. Escrevemos os versos mais lindos no caderno que pulsa do lado de dentro.


Nossa estrada quem constrói somos nós, os alicérces têm que ser firmes e concretos. Ilusões são passageiras e desmancham-se como nuvens feitas de vento, em segundos saem girando pelo ar e nem sua direção queremos acompanhar.

Alicérces firmes são feitos de amor baseado também na razão e mãos dadas. Lembrando que ninguém pode dar a mão a quem está com elas fechadas ou a quem anda de braços cruzados pra si próprio. A vida só convida pra dançar quem não teme errar o passo, quem não se importa de trocar os sapatos e até o penteado conforme a música.

Só ganha o doce quem consegue brincar até com o amargo dessa melodia. Só dança na pista da liberdade quem não usa algemas pra acorrentar ou pra se acorrentar. E quando falo de acorrentar não é somente a pessoas, mas também ao passado, a ideias e medos que só nos levam a caminhos tortos que nos distanciam de nós mesmos. 

Tudo fica mais azul quando aprendemos a rodopiar nos braços da leveza. Quando nossas sementes são plantadas sempre em solo renovado pelo amor e pela paz. Essa paz que dá árvores frondosas, com lindos frutos e  suas raízes são amenas, pois só é verdadeiro o que me faz bem, o que deixa minha alma tranquila e serena.

Meire Oliveira

quarta-feira, 21 de março de 2012

Cresça e seja feliz

 


De opiniões não pedidas e ideias diversas o mundo está cheio. De mentes fechadas que não querem evoulir e acham que a verdade mora em suas mãos também, mas cabe a nós e a mais ninguém decidir se vamos ou não nos estressar com isso ou aquilo.

Não se prenda a opiniões de terceiros, mas também não se algeme eternamente às suas. Temos que penerar de acordo com nossa cabeça e conhecimento o que devemos ou não levar em conta.


Pinte seus próprios prismas, aprenda a colorir seu mundo mesmo quando tudo ao redor for cinza. Mostre a língua pra pesssoas que vivem mal humoradas, de mal com a vida, só reclamando. Não se contagie com o pessimismo alheio, deixa o seu brilho ressoar por todos os cantos da casa, da vida, do mundo. Crescer pode ser belo quando o crescimento é visto pelas lentes da felicidade.


E no caminhar desse crescimento, não podemos esquecer de nos divertir. De rir de nós, pra nós e com todos ao redor. Amadurecer faz parte e quem consegue fazer isso com pitadas de diversão sabe que a vida é puro encanto, é verdadeira arte. Permita-se sorrir, fazer alguém feliz, se fazer feliz.


Passe seus rascunhos a limpo, tire do feio a beleza mais pura. Deixe a alegria correr solta pelo seu corpo e não dobre nem a primeira esquina sem antes vestir seu mais sincero sorriso, o que cobre não só seu rosto, mas sua alma todinha.

Meire Oliveira



sexta-feira, 16 de março de 2012

Suave estrelejar





Ela amanheceu estranha. Colocou os braços na beirada da janela e ficou olhando pra fora, admirando o horizonte e o sol que clareava tudo a sua volta, mas mesmo em meio a essa bela imensidão ela não conseguia se sentir bem, a garganta estava cheia de nós.

Até que decidiu virar a paisagem do avesso e ao invés de olhar pela janela se apoiou do lado de fora pra espiar dentro. Nesse mergulho foi fundo, encontrou dores e medos que encarou de frente. Ficou em carne em viva. Chorou, quis recuar e não olhar mais, mas sabia que isso seria fugir de si mesma. 

De alguma maneira ela sabia que seu crescimento só dependia de seu querer aprender, do seu colocar em prática as lições ensinadas pela escuridão. Porque palavras são folhas verdes de uma árvore cujo o tronco são as atitudes. Uma árvore sem tronco são apenas folhas secas, sem cor, caídas no chão. No outono são lindas, mas só no outono.


No meio de todo breu, ela aprendeu a estrelejar seu próprio eu.
Há momentos que o melhor a fazer é desacelerar. Desligar a paisagem de fora para poder admirar melhor a de dentro. É redescobrir a cor da vida redescobrindo a própria claridade.
Meire Oliveira

sábado, 10 de março de 2012

Asas em constante movimento






Mudança requer movimento. E são em meio a esses movimentos que tropeçamos em pessoas e situações que estão de acordo com o que carregamos no peito. Nenhuma semelhança é mera coincidência, nossa vida segue o caminho das nossas vibrações, sejam quais forem. As coisas simples não acontecem enquanto escolhemos as complicadas.

Navegar é preciso em novas águas. Abandonar crenças já envelhecidas, sentimentos que não nos cabem é o melhor jeito de viver em constante renovação. Mudanças podem até causar pequenos espantos, mas o relógio na parede é sábio e seus ponteiros pintam crescimento em cada tic-tac.

De tempos em tempos refaço meus desejos com pincel e tinta colorida na mão, desfaço nós que foram causados por descuido meu e no lugar coloco laços agregados de leveza. Deixo derramar o afeto que sabe abrir caminhos de beleza imensa.

Deixo em cima da pia os copos cheios de alegria que encho a cada manhã com sol e céu azul fresquinhos, pra guiar e enfeitar o decorrer do meu dia.

Minha trilha sonora é a melodia que ecoa das escolhas que faço. Algumas tocam em alto e bom som, outras tocam suave tilintando calmaria. Eu aprecio cada nota, porque sou a compositora dessa trilha. Não é feita de glamour, não tem ouro nas notas, mas é especial porque sai da minha alma e tem sempre o toque do meu maestro preferido, meu florido coração.




Meire Oliveira

sábado, 3 de março de 2012

A poesia mais bela







Deixa a gentileza falar mais alto. Ela tem o dom de chegar sem espantar os pássaros, de não deixar cair por terra os laços.


Quando ela fala, a ira se cala, assustada. Não há quem não se renda a sua voz.


Mas pra ser gentil antes de tudo é preciso ser corajoso. Pois gentileza não tem nada a ver com covardia, com medo de amar, com medo de gente, mas sim com coragem de olhar nos olhos, de segurar na mão uma flor pronta pra ser estendida ao invés de uma pedra a ser atirada.


Só consegue atingir a arte da gentileza quem ultrapassa a superfície do olhar e mergulha no delicado sabor da essência.


Gentileza, em solo escasso de calor, é poesia.


Meire Oliveira



Eu te convido a sentir

Hoje eu vim te convidar para fechar mais os olhos. E quando digo fechar mais os olhos é para internalizar mais, para sentir mais. E dar...